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PONTO SOLIDÁRIO
SÃO PAULO SP BRASIL
Av. 9 de Julho 3186
Jardim Paulista
CEP
01406 000
Fone 11 2132 7459
FAX 11 2132 7404
Aberto de segunda
a sexta das 10 às 19h
aos sábados das 10 às 16h
entre a Al. José Maria Lisboa e Al. Lorena,
no sentido do centro - bairro
junto à sede administrativa do Yázigi
PONTO SOLIDÁRIO
PASSO FUNDO RS
BRASIL
Rua
Capitão Eleutério, 419
esq. Rua Moron, 99010-060
Fone/FAX: 54 3045 2510
aberto no horário da
escola
Yázigi Passo Fundo
inaugurado em 03/2006
PONTO SOLIDÁRIO
VITÓRIA ES BRASIL
Rua Madeira de Freitas, 239
Praia do Canto
Fone: 27 3325
2808
aberto no horário da
escola
Yázigi Vitória
inaugurado em 05/2003
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"As pessoas nos chamam de mulheres
carentes,
mas hoje somos mulheres de fibra,
ganhamos nosso dinheiro,
conhecemos tudo sobre nossos produtos, criamos novas peças e até
exportamos. Sempre respeitando a natureza e nossa capacidade de
produção. A gente divide o que produz entre cada um dos compradores e
atendemos todo mundo "
Roze Mendes, da Flor do
Cerrado
em conversa ao telefone com a
artesã
QUEM SOMOS
Fundado em 2002,
o Ponto Solidário, arte
sócio-cultural é um local para a divulgação e venda da produção
artística e artesanal de diversas ONGs do Brasil, cooperativas,
comunidades regionais, povos indígenas, artistas e outras instituições
afins.
É uma associação
sem fins lucrativos. Trabalha com o conceito de comércio justo,
economia solidária e sustentabilidade.
O Ponto Solidário é um
projeto do Espaço Cultural Yázigi que visa a valorização do
artesanato brasileiro e a inclusão social. Faz parte da política sócio-cultural do Instituto de
Idiomas Yazigi, que promove: ações de cidadania, como o projeto
Cidadão do Mundo e Consumo Consciente; e ações culturais,
promovendo o acervo, exposições de arte, e eventos
afins.
MISSÃO
Gerar trabalho e renda, através de divulgação
e comercialização da produção artística e
artesanal,atendendo aos critérios do comércio justo e solidário e
promovendo a identidade cultural.
VISÃO
Ser agente de transformação social e referência entre produtores e
consumidores através de uma rede de lojas de arte sócio-cultural,
certificada segundo os critérios do comércio
justo.
COM0 SELECIONAMOS NOSSOS PRODUTOS
Os objetos de artesanato pertencem a um mundo anterior à separação
entre o útil e o belo.
Octávio Paz
Ao adquirir um produto, o Ponto
Solidário considera de suma importância os seguintes
critérios:
-
a identidade cultural
-
a qualidade de materiais e execução
-
a inovação e originalidade
-
a matéria-prima obtida através de práticas
ambientais sustentáveis
-
valorização da pessoa pelo trabalho
-
a capacidade de produção da comunidade
Todos os produtos são identificados quanto a
sua origem regional e institucional e contam sua
história.
O mix de produtos usa como matéria
prima:
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Fibras naturais, taboa, buriti, capim dourado, palha de
milho, banana, carnaúba, arumã, imbira ,tucumã etc.
-
Cerâmicas em queimas diversas e barros coloridos
-
Madeiras recicladas e certificadas ou como no caso das
comunidades indígenas com procedência conhecida
-
Tecelagem em teares artesanais com fiações manuais e
tingimentos naturais, fios industriais e reciclados de pet
-
Couros reciclados e naturais
-
Metais: ferro, alumínio reciclado, latas, cobre,
zinco, latão, prata
-
Reciclados de papel, revista, tecido, vidro, bagaço de
cana, garrafas pet, sacolas plásticas, fitas de vídeo,
etc.
GRUPOS FORNECEDORES
Artista que não seja bom artesão, não é que não possa ser artista; simplesmente ele não é artista bom. E desde que vá se tornando verdadeiramente artista, é porque concomitantemente está se tornando artesão. Mário de Andrade
São mais de 100 entidades e cerca de 20 artesãos
independentes. O CLIENTE
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O cliente é o aliado do Ponto Solidário, a relação é transparente e
o consumidor respeitado. O preço é justo tanto para o produtor quanto para o consumidor, consciente não só do agregado social mas da qualidade intrínseca do
objeto |
VALORES
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"Entre o tempo sem tempo do museu
e o tempo acelerado da
técnica,
o artesanato é a palpitação do tempo
humano"
Octávio Paz
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O Ponto Solidário acredita:
-
que a cultura popular brasileira é muito
rica e deve ser valorizada
-
que a geração de renda com a capacitação
das comunidades se viabiliza se os produtos são comercializados
de uma forma mais efetiva e constante.
-
na recuperação da dignidade, da auto estima
e inserção na sociedade de pessoas em situações de pobreza e
marginalidade
-
que o trabalho artesanal, com muitas
mulheres à frente, é uma atividade que ajuda no orçamento familiar sem
prejuízo do cuidado com os filhos e tarefas diárias. E muitas vezes,
tem demonstrado envolver toda a família no ofício.
-
que o artesanato é uma atividade
sustentável, trás alegria e é de um "tempo humano", como diz o poeta
Octávio Paz.
-
que o comércio pode ser diferente,
valorizando o fornecedor e o cliente, no lugar das práticas
tradicionais
-
que a geração de renda pelo artesanato de
raiz além de ser importante para manter viva a tradição e cultura,
mantém o artesão em sua comunidade e é uma alternativa de trabalho,
também para as novas gerações, que hoje já se mostram bem mais
interessadas.
" .. Hoje somos mulheres de
fibra...", são frases como a
de Roze, da Flor do Cerrado, do poeta Octávio Paz, e de Mário de
Andrade, que norteiam o trabalho do Ponto
Solidário.
Agradecimentos
Agradecemos ao Instituto de Idiomas Yázigi, que
acreditando na proposta do Ponto Solidário, cedeu o espaço, e a
estrutura administrativa.
Agradecemos à Associação Minha Rua Minha Casa, que
inspirou nosso trabalho, mostrando como é possível o resgate da
cidadania do povo da rua, o mais marginalizado da
sociedade.
Ao
IDETI, Instituto de Desenvolvimento das Tradições indígenas que
nos apoiou e nos apresentou a diversas comunidades indígenas.
Ao índio Yutá Mehinako, que se tornou
grande amigo, e a todas comunidades e artesãos que muitas vezes deixaram
seus produtos em consignação e acreditaram em nossos
propósitos.
Não
podemos deixar de mencionar o primoroso trabalho de capacitação das
comunidades e publicações da Central ArtSol, Artesanato Solidário,
Comunitas e do SEBRAE, que muito tem colaborado para o
desenvolvimento do artesanato brasileiro e contribuído para ações como a
do Ponto Solidário.
Sobre este site
Este site pretende informar o universo
sócio-cultural de cada objeto, desde matéria prima, região, artesão,
grupo que participa e suas referências culturais.
Para melhor situar cada objeto foram consultados livros,
catálogos, sites e associações, que foram devidamente creditados nas
páginas correspondentes. |
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Fonte de
Pesquisa: os textos dos poetas Mário de Andrade e Octávio Paz foram
pesquisados no livro de Cláudia Cavalcante e Chico Matosso, Da Sede ao
Pote, editado pela Central ArtSol, Artesanato Solidário e Comunitas, 2003;
e são dos livros, Octávio Paz, Ver e
Usar. arte e artesanato, em Convergências: ensaios sobre arte e
literatura, Rocco, 1991; Mário de Andrade, O
Baile das Quatro Artes, Martins Editora, 1975
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