|
As
idéias
sobre
comércio
justo
datam
do
século XIX
quando,
em
1860,
era
publicado
um livro
em
que
o
personagem
Max
Havelaar
denunciava
as
injustiças
praticadas
no
comércio
de
café
entre
a
Indonésia
e
os
Países
Baixos.
Em
meados
do
século
XX
nasciam
as
primeiras
organizações
de
comércio
justo
na
Europa,
e
a
primeira
loja
de
comércio
justo
entre
a
Holanda
e
países
do
Terceiro
Mundo,
com
a
venda
do
açúcar
de
cana
e
artesanato.
Segundo
a
definição
da
IFAT
(International
Federation
of
Alternative
Trade):
Comércio
justo
consiste
em
uma
parceria comercial
baseada
em
diálogo,
transparência
e
respeito,
que
busca
maior
eqüidade
no
comércio
internacional.
Ele
contribui
para
o
desenvolvimento
sustentável
através
do
oferecimento
a
produtores
marginalizados
de
melhores
condições
de
troca
e
maiores
garantias
de
seus
direitos.
Ainda
de acordo
com
a
European
Fair
Trade
Association
-
EFTA
(2001):
"O
comércio
justo
é
uma
aproximação
alternativa
ao
comércio
convencional
internacional.
É
uma
associação
ao
comércio
que
busca
o
desenvolvimento
sustentável
para
os
produtores
excluídos
e
desfavorecidos.
Busca
prover
melhores
condições
comerciais,
através
de
campanhas
de
sensibilização.
Os
princípios
do
comercio
justo
são
que:
-
o
salário
dos
trabalhadores
deve
ser
justo;
-
o
grupo
produtor
deve
assegurar
e
promover
a
igualdade
entre
homens
e mulheres;
-
o
grupo
produtor
deve
buscar
o
desenvolvimento
conjunto
da
população;
-
a
produção
deve
respeitar
o
entorno
social
e
natural;
-
o
produto
tem
que
ser
de
qualidade.
|
|
Em
1844,
em
plena
revolução industrial
na
Inglaterra,
era
fundada
uma
empresa
solidária
por
um
grupo
de
trabalhadores
da
indústria
têxtil
da
cidade
de
Rochdale:
Sociedade
Equitativa
dos
Pioneiros
de
Rodhdale.
A
idéia,
até
romântica,
tinha
como
objetivo
adquirir
e
prover
os
associados
de
gêneros
essenciais,
como
manteiga
e
queijo,
a
preço
de
custo.
A
tentativa
encontrou
terreno
fértil
numa
Inglaterra
em
crise,
que
por
conta
da
automação
das
fábricas,
via
o
desemprego
e
a
concentração
de
renda
aumentarem
a
passos
largos.
A
iniciativa
foi
copiada
por
toda
a
Europa
como
modelo
cooperativo,
de
gestão
democrática
de
todos
os
membros,
autonomia
e
preocupação
humana.
O
maior
êxito
do
cooperativismo
moderno
aconteceu
por
meio
do
jovem
pároco,
José
Maria
Arizmendiarrieta,
que
atuou
decisivamente
no
desenvolvimento
social
dos
jovens
na
região
de
Mondragon.
Além
das
iniciativas
empresariais,
José
Maria
organizava
atividades
esportivas,
culturais
e
de
formação
profissional.
Hoje
o
complexo
de
Mondragon
engloba
140
cooperativas
de
trabalho,
detém
25%
do
mercado
de
eletrodomésticos,
atua
no
setor
de
autopeças
e
construções
em
aço,
com
mais
de
60
mil
pessoas,
208
atividades
industriais,
banco
próprio
e
centros
de
formação
profissional
com
ênfase
no
cooperativismo.
Mondragon
é um exemplo de que a economia baseada na cooperação e solidariedade
, que cultiva valores diferentes do capitalismo, é uma alternativa
viável ao modelo econômico dominante.
Fonte
de Pesquisa:
Faces
do
Brasil
e
Forum
Social
Mundial
|